deserto…E então você contratou uma agência de desenvolvimento de sites, dedicou horas alinhando o briefing, o conteúdo, as fotos e o template. Semanas depois de iniciado o projeto o site enfim é concluído, publicado e fica impecável. E então chega o grande dia do lançamento.  Google Analytics preparado e…      Zero visitas!     Você aperta o F5 algumas vezes, afinal o “Google deve estar errado” e…  1 visita.  Espera, uma visita, deve ser a minha ?!?   

Brincadeiras a parte essa cena se repete inúmeras vezes.   A probabilidade de um site com domínio recém publicado receber tráfego, sem divulgação é próximo o zero. É claro que se há divulgação off-line, em outros canais de mídia, o site pode sim ter tráfego, porém, “internet se divulga dentro da internet”.   Em outras palavras, é melhor divulgar um site no Google, Bing e Buscapé, do que colocá-lo em um anúncio na mídia impressa, por exemplo.

A internet é incrivelmente poderosa ao permitir a mensuração de tudo. Da visualização de um anúncio, ao clique e por sua vez uma venda.   Pequenas e médias empresas as vezes cofundem ações de “branding”, foco em reforçar e dar visibilidade à marca, com “resposta direta”.

Para pequenas e médias empresas, com um site na internet, poucas vendas através do site serão efetivadas por que um potencial cliente viu um anúncio em uma revista, com apenas um logo e um slogam.  Grandes empresas constroem sua comunicação por traz de propagandas engraçadas, emotivas e com muita frequência se dão “ao luxo” de não provocar a resposta direta.  O objetivo é outro, fixar a marca e estar na mente do consumidor no momento em que ele estiver próximo a um canal de venda.

Já para pequenas e médias empresas, pode ser muito mais eficiente trabalhar com ações de resposta direta. Ofertas mais objetivas, que matem as objeções dos clientes, que ativem os gatilhos de motivação dos potenciais compradores.  Nesta perspectiva os buscadores potencializam os resultados dos pequenos anunciantes. Democratizam o mercado uma vez que coloca lado a lado grandes e pequenas empresas, a um clique de distância.

Para sites recém lançados estratégias de SEO podem sim funcionar, porém, leva-se tempo para que os buscadores indexem organicamente as páginas do site (Se seu site é recém publicado, lembre-se de adicioná-lo ao Google, através do link http://www.google.com.br/add_url.html).   Além disso o Google olhará se em seu site há conteúdo original e qual a frequência de atualização.   Por exemplo, se você publicar um pequeno grupo de artigos e não atualizar o site por vários meses, o Google entende que o site tem pouca frequência de atualização e passa a analisar o conteúdo com menor frequência.  Ou seja, a não ser que seu site seja um portal de conteúdo, o tempo necessário e a probabilidade de apenas o SEO gerar bons resultados no curto prazo é muito pequena.   O ideal é trabalhar em conjunto estratégias de divulgação paga e orgânica.

A divulgação boca a boca pode funcionar, porém, com resultados muito limitados, a não ser que o seu negócio seja a sensação do momento e esteja sendo compulsivamente compartilhado nas redes sociais.  Via de regra sites sem divulgação não geram resultados.

Alguns dados interessantes podem ajudar na tomada de decisão. Por exemplo, via de regra uma taxa de conversão de 3 % é tida como boa para a média do mercado brasileiro.  Isso significa que a cada 100 pessoas que entram em seu site, 3 pedem um orçamento ou efetivam uma compra.  Ou seja, se seu site recebe 20 visitas por dia, provavelmente não gerará nenhum resultado.

Se o seu site foi desenvolvido apenas para funcionar como um cartão de visitas ou catálogo on-line, para reforçar uma outra estratégia de vendas principal, tudo o que foi dito acima pode ser descartado, entretanto, se o site é o seu único canal de vendas, considere o Google Adwords e afins.

Primeiros passos

Estabeleça as metas de conversão.  É extremamente importante calcular o ROI (Retorno sobre o investimento) das ações no Google Adwords.  Por exemplo, se o ticket médio de sua venda é alto e seu segmento com baixa concorrência é quase certo que o Google Adwords trará retorno positivo.   Por exemplo, empresas que comercializem barcos de alto luxo e que consigam uma taxa de conversão de 3%, com custo por conversão de R$ 25,00.   Se a cada 10 cotações (ou R$ 250,00 de gasto no Adwords) conseguir uma venda de R$ 2.5 milhões, com margem de 10 %, o ROI foi positivo.

Entretanto, se sua empresa comercializa itens de R$ 1,00, como uma caneta BIC, podemos afirmar sem muita análise que não compensa anunciar no Google, isso por que, tomando como base os  mesmos 3% de conversão, a um custo por clique de R$ 1,00, seriam necessário na melhor das hipóteses R$ 33,33 para atrair uma venda de R$ 1,00.  Ou seja,ROI negativo.

O que é importante destacar é que, a priori, se a sua empresa não tem o histórico do custo de conversão, esse é um dos mais relevantes parâmetros a ser documentado para que sirva de base para determinar o ROI.

Monitore as conversões.  Pode parecer óbvio, mas grande parte dos anunciantes do Google não monitoram as conversões.  Isso ocorre muitas vezes por falta de conhecimento técnico para implementar os códigos de conversão do Google.   Mostraremos em outro artigo, como implementar, passo a passo os códigos de conversão do Google.

Estude as palavras que geram retorno.   Quando estiver planejando quais palavras-chaves utilizar nas campanhas do Google Adwords, verifique as tendências de pesquisa no Google Trends.

https://www.google.com.br/trends/

trends

A ferramenta do Google Trends pode dar bons indicadores de quais palavras possuem baixo volume ou alto volume de buscas.   Procure por palavras com alto volume de buscas versus baixa concorrência (veremos como analisar a concorrência em outro artigo).

Por fim, lembre-se da máxima “a propaganda é a alma do negócio”.  Acompanhe nossos artigos com os tutoriais para criar sua campanha no Google Adwords e atrair cada vez mais clientes.

Até a próxima!